Mirror


Há algo no mundo que segura meus braços, apaga meus caminhos, e não me conforta. Cerceia minha liberdade de forma cruel e é tão doce que engana. Me mostra um espelho transfigurado, com imagens que não existem e alegram meu coração para que eu possa aceitar tudo o que me impõem sem me mover, questionar. Me mostra um futuro inexistente e alimenta minhas canções. Mas me deixa fraca. Se não olho no espelho, morro devagar, perco a esperança. E oro. E me agarro à fé. E peço que me liberte da ilusão. Peço que me transforme em forma de vida de verdade.

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